QUALIFICAÇÃO DE MÉDIUM
Por Deolindo Amorim
0 bom médium não é o que se comunica facilmente, mas o que é mais simpático aos bons Espíritos e está sempre assistido por eles. Tal frase encontramos em O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XXIV n. ° 12.
0 ensino é claro, mas muita gente ainda pensa que o bom médium é o que tem possibilidades de receber muitas comunicações. O qualificativo de BOM médium é um juízo de valor e, por isso, muito subjetivo, pois depende do ponto de vista. Para os que encaram a produção mediúnica exclusivamente em termos quantitativos, o bom médium, na realidade, é o que produz muito, é aquele que tem facilidade, por exemplo, de captar mensagens à vontade. Mas qual é o conteúdo dessas mensagens? É aí que está o problema. Quem, no entanto, vê o trabalho mediúnico pelo teor das comunicações naturalmente há-de considerar bom médium aquele que está em sintonia com Espíritos capazes de transmitir ensinos elevados e construtivos.
Muitas vezes o médium pode produzir muito, e a qualquer momento ; mas nem por isso tem condições para tarefas de grande responsabilidade moral. Veja-se o que ocorreu com o próprio Kardec, exatamente quando estava empenhado de corpo e alma na preparação de O Livro dos Espíritos. Tudo ia bem quando, a certa altura, em diálogo com o Espírito de Hahnemann, Kardec perguntou à entidade orientadora se poderia aproveitar determinado médium no prosseguimento dos trabalhos. Era um médium que naturalmente produzia, mas não tinha idoneidade para a obra.
Por isso mesmo, o Espírito instrutor fez logo restrição
-Acho melhor não te servires dele. Porque a verdade não pode ser interpretada pela mentira.
E continuou:
... o médium secunda o Espírito e, quando o Espírito é velhaco, ele se presta a auxiliá-lo. Aristo e B (o Espírito e o médium) acabarão mal, arrematou Hahnemann.
Pois bem, logo depois veio a derrocada do médium,que teria comprometido a Codificação, se tivesse sido convocado para participar dos trabalhos de Kardec. Leia-se a propósito a nota de Kardec nos seguintes termos:
"B..., bom moço, era um médium escrevente, muito maleável, mas assistido por um Espírito muito orgulhoso e arrogante, que dava o nome de Aristo, e que lhe lisonjeava o amor-próprio. As previsões de Hahnemann se realizaram. O moço, julgando ter na sua faculdade um meio de enriquecer, já atendendo a consultas médicas, já realizando inventos e descobertas produtivas, somente colheu decepções." (Comunicação dada em 10 de junho de 1856)
-Obras Póstumas-2. ° parte.
Eis aí a lição : médium maleável, tendo possibilidade de ser muito útil, não era bom médium, no sentido qualitativo, porque, em primeiro lugar, sofria influência de um Espírito orgulhoso e, portanto, ainda atrasado; em segundo lugar, porque se apresentava como inventor e queria fazer muita coisa com o intuito de auferir vantagens através da mediunidade. Tinha mediunidade positiva, não há dúvida mas não tinha educação espiritual nem envergadura moral... De que valia, então, a quantidade das mensagens que recebia? Não seria até melhor se recebesse muito menos, ainda que fosse lá uma vez por outra, mas recebesse boas mensagens, oriundas realmente de Espíritos orientadores ?
É muito difícil, por isso mesmo, classificar os médiuns em juízos de valor. Qual será, afinal, o bom médium, na acepção certa,? É melhor que não entremos nesse terreno pois o médium é uma criatura com responsabilidade tremenda. Mas ainda em processo de experiência, sujeito aos altos e baixos da vida humana... Devemos ajudá-los, compreendê-los, em suas tarefas. Mas não queiramos transformá-los em seres
intocáveis!...
Deolindo Amorim
Do livro: Ponto de Encontro 2 edição
Escritores: Celso Martins e Deolindo Amorim
Editora: Do Lar/ABC Do Interior
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
Mediunidade sonambúlica
O sonambulismo é um dos fenômenos classificados como de emancipação
da alma. O estado de transe possibilita o desprendimento do Espírito,
que passa a agir e pensar com mais liberdade e menos influenciado pelo
corpo físico. Já a mediunidade é caracterizada pela intervenção de um
Espírito desencarnado que utiliza o organismo do médium para se
comunicar com o plano material. “(...) o sonâmbulo exprime o seu próprio
pensamento, enquanto que o médium exprime o de outrem.” Foi o que
escreveu Allan Kardec em O Livro dos Médiuns.
Entretanto, assim como um Espírito pode transmitir suas ideias através de um médium, também pode fazê-lo valendo-se de um sonâmbulo. Estando este em estado de emancipação, pode facilmente ver e ouvir os Espíritos, captar os seus pensamentos e retransmiti-los.
Kardec cita um exemplo na mesma obra:
Um dos nossos amigos usava como sonâmbulo um rapazinho de 14 para 15 anos, de inteligência bastante curta e de instrução extremamente limitada. Em estado sonambúlico, porém, dava provas de extraordinária lucidez e grande perspicácia. Isso principalmente no tratamento de doenças, tendo feito numerosas curas consideradas impossíveis.
Certo dia, atendendo a um doente, descreveu a sua moléstia com absoluta exatidão. – “Isso não basta – lhe disseram –, agora é necessário indicar o remédio.” – “Não posso – respondeu ele, – meu anjo doutor não está aqui”. “– A quem chama você de anjo doutor?” “– Aquele que dita os remédios.” “– Então, não é você mesmo que vê os remédios?” “– Oh, não, pois não estou dizendo que é o meu anjo doutor quem os indica?”
Como vemos, a mediunidade sonambúlica consiste na junção de dois fenômenos distintos: o sonambulismo, que é um fenômeno anímico, e a mediunidade, que consiste na intermediação entre os planos material e espiritual.
Difere da mediunidade psicofônica, pois que nesta é o Espírito que transmite a mensagem usando os implementos vocais do médium. Ele fala em primeira pessoa. Na mediunidade sonambúlica, é o sonâmbulo quem se expressa comunicando aquilo que o Espírito lhe diz. Fala, portanto, em terceira pessoa.
No caso acima citado, o jovem sonâmbulo contava com a assistência de um Espírito que complementava os seus conhecimentos. O rapaz enxergava a doença detalhando-a com precisão. Como disseram os Espíritos da Codificação, é a alma que vê além dos limites impostos pela matéria. Esta é a parte anímica. Já a transmissão das informações cuja autoria pertencia ao desencarnado, eis em que consiste a faculdade mediúnica.
Os magnetizadores clássicos conviviam muito naturalmente com o sonambulismo. Empregavam-no como meio de diagnosticar a enfermidade e de orientação quanto à forma apropriada para o tratamento daqueles que os procuravam. Nem sempre o sonâmbulo manifestava o pensamento de algum desencarnado. Às vezes demonstrava conhecimentos que estavam além da sua inteligência atual, sem que fossem captados de algum Espírito. O Espiritismo trouxe a explicação para esse fenômeno, mostrando que os sonâmbulos podem buscá-los numa outra vida em que tiveram a oportunidade de desenvolvê-los.
Podemos deduzir que a mediunidade pode existir sem a presença do sonambulismo, assim como há o fenômeno sonambúlico sem a participação dos Espíritos. Há, ainda, a mesclagem dos dois fenômenos no que se chama de mediunidade sonambúlica.
Muitos magnetizadores no passado, antes do surgimento do Espiritismo, já vislumbravam a possibilidade de comunicação entre os dois mundos. Os diálogos com os seus sonâmbulos forneciam inúmeras dicas de que ali existia algo mais que um ser encarnado falando. Ao citar o seu anjo doutor, o sonâmbulo revelou a existência de seres fora da matéria e que podiam interagir com os homens através daquela faculdade especial, o sonambulismo, que lhe proporcionava a independência e a liberdade espiritual e que lhe possibilitava o contato consigo mesmo, com o Ser em essência, o Espírito.
Fonte: Instituto Chico Xavier
Entretanto, assim como um Espírito pode transmitir suas ideias através de um médium, também pode fazê-lo valendo-se de um sonâmbulo. Estando este em estado de emancipação, pode facilmente ver e ouvir os Espíritos, captar os seus pensamentos e retransmiti-los.
Kardec cita um exemplo na mesma obra:
Um dos nossos amigos usava como sonâmbulo um rapazinho de 14 para 15 anos, de inteligência bastante curta e de instrução extremamente limitada. Em estado sonambúlico, porém, dava provas de extraordinária lucidez e grande perspicácia. Isso principalmente no tratamento de doenças, tendo feito numerosas curas consideradas impossíveis.
Certo dia, atendendo a um doente, descreveu a sua moléstia com absoluta exatidão. – “Isso não basta – lhe disseram –, agora é necessário indicar o remédio.” – “Não posso – respondeu ele, – meu anjo doutor não está aqui”. “– A quem chama você de anjo doutor?” “– Aquele que dita os remédios.” “– Então, não é você mesmo que vê os remédios?” “– Oh, não, pois não estou dizendo que é o meu anjo doutor quem os indica?”
Como vemos, a mediunidade sonambúlica consiste na junção de dois fenômenos distintos: o sonambulismo, que é um fenômeno anímico, e a mediunidade, que consiste na intermediação entre os planos material e espiritual.
Difere da mediunidade psicofônica, pois que nesta é o Espírito que transmite a mensagem usando os implementos vocais do médium. Ele fala em primeira pessoa. Na mediunidade sonambúlica, é o sonâmbulo quem se expressa comunicando aquilo que o Espírito lhe diz. Fala, portanto, em terceira pessoa.
No caso acima citado, o jovem sonâmbulo contava com a assistência de um Espírito que complementava os seus conhecimentos. O rapaz enxergava a doença detalhando-a com precisão. Como disseram os Espíritos da Codificação, é a alma que vê além dos limites impostos pela matéria. Esta é a parte anímica. Já a transmissão das informações cuja autoria pertencia ao desencarnado, eis em que consiste a faculdade mediúnica.
Os magnetizadores clássicos conviviam muito naturalmente com o sonambulismo. Empregavam-no como meio de diagnosticar a enfermidade e de orientação quanto à forma apropriada para o tratamento daqueles que os procuravam. Nem sempre o sonâmbulo manifestava o pensamento de algum desencarnado. Às vezes demonstrava conhecimentos que estavam além da sua inteligência atual, sem que fossem captados de algum Espírito. O Espiritismo trouxe a explicação para esse fenômeno, mostrando que os sonâmbulos podem buscá-los numa outra vida em que tiveram a oportunidade de desenvolvê-los.
Podemos deduzir que a mediunidade pode existir sem a presença do sonambulismo, assim como há o fenômeno sonambúlico sem a participação dos Espíritos. Há, ainda, a mesclagem dos dois fenômenos no que se chama de mediunidade sonambúlica.
Muitos magnetizadores no passado, antes do surgimento do Espiritismo, já vislumbravam a possibilidade de comunicação entre os dois mundos. Os diálogos com os seus sonâmbulos forneciam inúmeras dicas de que ali existia algo mais que um ser encarnado falando. Ao citar o seu anjo doutor, o sonâmbulo revelou a existência de seres fora da matéria e que podiam interagir com os homens através daquela faculdade especial, o sonambulismo, que lhe proporcionava a independência e a liberdade espiritual e que lhe possibilitava o contato consigo mesmo, com o Ser em essência, o Espírito.
Fonte: Instituto Chico Xavier
MÉDIUNS INICIANTES por Emmanuel / André Luiz
MÉDIUNS INICIANTES por Emmanuel / André Luiz
No intercâmbio espiritual, encontramos vasto grupo de companheiros, carecedores de especial atenção — os médiuns iniciante.
Muitas vezes, fascinados pelo entusiasmo excessivo, diante do impacto das revelações espirituais que os visitam de jato, solicitam o entendimento e o apoio dos irmãos experimentados, para que não se percam, através de engodos brilhantes.
Induzamo-los a reconhecer que estamos todos à frente dos Espíritos generosos e sábios, à feição de cooperadores, perante autoridades de serviço, que nos esperam o concurso eficiente e espontâneo.
Não nos compete avançar sem a devida preparação, conquanto supervisionados por mentores respeitáveis e competentes.
Tanto quanto para nós, para cada médium urge o dever de estudar para discernir, e trabalhar para merecer.
Tão-só porque os seareiros da mediunidade revelem facilidades para a transmissão de observações e mensagens, isso não exime da responsabilidade na apresentação, condução e aplicação dos assuntos de que se tornam intérpretes. Indispensável se capacitem de que a morte não altera a personalidade humana, de modo fundamental.
Acesso à esfera dos seres desencarnados, ainda jungidos ao plano físico, é semelhante ao ingresso em praça pública da própria Terra, onde enxameiam Inteligências de todos os tipos.
Admitido a construções de ordem superior, o médium é convidado ao discernimento e à disciplina, para que se lhe aclarem e aprimorem as faculdades, cabendo-lhe afastar-se do tudo querer>> e do tudo fazer>> a que somos impelidos, nós todos, quando imaturos na vida, pelos que se afazem à rebeldia e à perturbação.
Ajudemos os médiuns iniciantes a perceber que na mediunidade, como em qualquer outra atividade terrestre, não há conhecimento real onde o tempo não consagrou a aprendizagem, e que todos os encargos são nobres onde a luz da caridade preside as realizações.
Para esse fim, conduzamo-los a se esclarecerem nos princípios salutares e libertadores da Doutrina Espírita.
Médiuns para fenômenos surgem de toda parte e de todas as posições. Médiuns para a edificação do aprimoramento e da felicidade, entre as criaturas, são apenas aqueles que se fazem autênticos servidores da Humanidade.
No intercâmbio espiritual, encontramos vasto grupo de companheiros, carecedores de especial atenção — os médiuns iniciante.
Muitas vezes, fascinados pelo entusiasmo excessivo, diante do impacto das revelações espirituais que os visitam de jato, solicitam o entendimento e o apoio dos irmãos experimentados, para que não se percam, através de engodos brilhantes.
Induzamo-los a reconhecer que estamos todos à frente dos Espíritos generosos e sábios, à feição de cooperadores, perante autoridades de serviço, que nos esperam o concurso eficiente e espontâneo.
Não nos compete avançar sem a devida preparação, conquanto supervisionados por mentores respeitáveis e competentes.
Tanto quanto para nós, para cada médium urge o dever de estudar para discernir, e trabalhar para merecer.
Tão-só porque os seareiros da mediunidade revelem facilidades para a transmissão de observações e mensagens, isso não exime da responsabilidade na apresentação, condução e aplicação dos assuntos de que se tornam intérpretes. Indispensável se capacitem de que a morte não altera a personalidade humana, de modo fundamental.
Acesso à esfera dos seres desencarnados, ainda jungidos ao plano físico, é semelhante ao ingresso em praça pública da própria Terra, onde enxameiam Inteligências de todos os tipos.
Admitido a construções de ordem superior, o médium é convidado ao discernimento e à disciplina, para que se lhe aclarem e aprimorem as faculdades, cabendo-lhe afastar-se do tudo querer>> e do tudo fazer>> a que somos impelidos, nós todos, quando imaturos na vida, pelos que se afazem à rebeldia e à perturbação.
Ajudemos os médiuns iniciantes a perceber que na mediunidade, como em qualquer outra atividade terrestre, não há conhecimento real onde o tempo não consagrou a aprendizagem, e que todos os encargos são nobres onde a luz da caridade preside as realizações.
Para esse fim, conduzamo-los a se esclarecerem nos princípios salutares e libertadores da Doutrina Espírita.
Médiuns para fenômenos surgem de toda parte e de todas as posições. Médiuns para a edificação do aprimoramento e da felicidade, entre as criaturas, são apenas aqueles que se fazem autênticos servidores da Humanidade.
Estude e Viva
Emmanuel/Francisco Cândido Xavier
André Luiz/Waldo Vieira
Emmanuel/Francisco Cândido Xavier
André Luiz/Waldo Vieira
domingo, 28 de janeiro de 2018
EVOCAÇÃO DE ESPÍRITOS
"Quanto tempo depois da morte se pode evocar um Espírito?
pode-se evocá-lo no instante mesmo da morte; mas, como nesse
momento, ainda está em perturbação, não responde senão imperfeitamente.
"(0 Livro dos Médiuns -Segunda Parte - Cap. XXV)
No capitulo das evocações, cremos que seja desnecessário lembrar aos nossos irmãos quanto
à sua inconveniência. O Espírito recém - desencarnado passa por um período mais ou menos longo de perturbação, até que se readapte ao Mundo Espiritual. Muitas vezes, encontra-se ele sem a mínima condição de responder ao apelo que lhe está sendo feito. De outras, o Espírito evocado não encontra um médium que lhe sirva de instrumento, posto que, repetimos, sintonia mediúnica não se improvisa.
Não raro, os Espíritos que comparecem às reuniões mediúnicas, evocados indiretamente pela presença de seus familiares e amigos que esperam ouvi-los em mensagem, transmitem as suas impressões de além - túmulo como podem, e não como desejariam. É por este motivo que nem sempre os comunicados mediúnicos correspondem à expectativa dos que anseiam por recebê-los.
Os Espíritos anseiam por se comunicar com os que deixaram na Terra que, por sua vez, anseiam pelo contato com eles... Intermediando essas ansiedades, está o médium ansioso por desempenhar o seu papel, "pressionado" que se sente pelos dois lados da vida. Em consequência, surge uma mensagem, digamos, truncada, que acaba não satisfazendo aos anseios nem de uns, nem de outros.
Se o médium compreendesse as suas limitações e se as pessoas entendessem as dificuldades do Espíritocomunicante que, afinal de contas, nem sempre conhece o processo do intercâmbio mediúnico, haveria uma maior tolerância de ambas as partes, permitindo que o Espírito se manifestasse sem tantos constrangimentos.
Uma outra questão delicada desejamos abordar aqui.
Num simples comunicado do Além, as pessoas exigem que o Espírito, numas poucas linhas que consegue escrever ou numas poucas palavras que consegue falar, identifique-se de forma incontestável. Querem nomes, datas, detalhes, caligrafia idêntica, apelidos, respostas a indagações mentais formuladas no momento...Em outras palavras, o que as pessoas exigem é quase que o Espírito se materialize; e mesmo se tal ocorresse, ainda pediriam as provas que Tomé pediu a Jesus Cristo... E talvez, ainda depois de obtê-las, retirariam-se perguntando:-"Será?!..."
O que vemos ser feito com alguns médiuns de boa vontade é uma falta de caridade!
Sem que saibam, eles estão sendo testados em suas faculdades, expondo-se às críticas amargas daqueles a quem tudo fizeram para confortar,"recebendo" para eles as mensagens que puderam receber...Acreditamos que os médiuns, por melhor intencionados que sejam, em Defesa de sua própria dignidade, não devem sair por aí oferecendo-se para receber mensagens dos desencarnados. Que eles fiquem em seus postos de serviço.
É o sedento que deve ir à fonte, e não o contrário.
Se os Espíritos tivessem um telefone sempre à disposição, um telefone que os permitisse ligar para a Terra sem intermediações, eles o fariam.
Assim como os homens querem contactá-los, os Espíritos desejam contactar os homens. Infelizmente,
habitando planos que se interpenetram, mas que não se tocam, devemos contentar-nos com o que obtemos. E o pouco que já obtemos na mediunidade representa muito, pois antes do Espiritismo estávamos como que completamente ilhados em nossos Planos de existência. Gritávamos e ninguém nos ouvia, falávamos e a nossa voz não encontrava eco, abraçávamos e a nossa presença era ignorada...Quando um Espírito em desespero apossava-se de alguém, era o demônio, a quem os homens sempre deram o direito de se comunicar... Mas quando se tratava de um Espírito familiar, saudoso dos entes amados que deixou no mundo, ainda provocava ele o encarceramento, a excomunhão ou a morte do "herege" que ousara evocar os " mortos".''
E é assim que nós vamos caminhando com Deus!
Pode-se dizer, sem exagero algum, que embora os quase cento e cincoenta anos da Codificação Kardeciana, os médiuns que hoje atuam na mediunidade são os desbravadores do futuro, mártires da renúncia e do sacrifício, bandeirantes da Civilização do Espírito que florescerá na Terra do Terceiro Milênio!
Do Livro: Mediunidade E Caminho (Janeiro de 1992)
Médium: Carlos A. Baccelli
Espírito: Odilon Fernandes
Editora: Instituto de Difusão Espírita
pode-se evocá-lo no instante mesmo da morte; mas, como nesse
momento, ainda está em perturbação, não responde senão imperfeitamente.
"(0 Livro dos Médiuns -Segunda Parte - Cap. XXV)
No capitulo das evocações, cremos que seja desnecessário lembrar aos nossos irmãos quanto
à sua inconveniência. O Espírito recém - desencarnado passa por um período mais ou menos longo de perturbação, até que se readapte ao Mundo Espiritual. Muitas vezes, encontra-se ele sem a mínima condição de responder ao apelo que lhe está sendo feito. De outras, o Espírito evocado não encontra um médium que lhe sirva de instrumento, posto que, repetimos, sintonia mediúnica não se improvisa.
Não raro, os Espíritos que comparecem às reuniões mediúnicas, evocados indiretamente pela presença de seus familiares e amigos que esperam ouvi-los em mensagem, transmitem as suas impressões de além - túmulo como podem, e não como desejariam. É por este motivo que nem sempre os comunicados mediúnicos correspondem à expectativa dos que anseiam por recebê-los.
Os Espíritos anseiam por se comunicar com os que deixaram na Terra que, por sua vez, anseiam pelo contato com eles... Intermediando essas ansiedades, está o médium ansioso por desempenhar o seu papel, "pressionado" que se sente pelos dois lados da vida. Em consequência, surge uma mensagem, digamos, truncada, que acaba não satisfazendo aos anseios nem de uns, nem de outros.
Se o médium compreendesse as suas limitações e se as pessoas entendessem as dificuldades do Espíritocomunicante que, afinal de contas, nem sempre conhece o processo do intercâmbio mediúnico, haveria uma maior tolerância de ambas as partes, permitindo que o Espírito se manifestasse sem tantos constrangimentos.
Uma outra questão delicada desejamos abordar aqui.
Num simples comunicado do Além, as pessoas exigem que o Espírito, numas poucas linhas que consegue escrever ou numas poucas palavras que consegue falar, identifique-se de forma incontestável. Querem nomes, datas, detalhes, caligrafia idêntica, apelidos, respostas a indagações mentais formuladas no momento...Em outras palavras, o que as pessoas exigem é quase que o Espírito se materialize; e mesmo se tal ocorresse, ainda pediriam as provas que Tomé pediu a Jesus Cristo... E talvez, ainda depois de obtê-las, retirariam-se perguntando:-"Será?!..."
O que vemos ser feito com alguns médiuns de boa vontade é uma falta de caridade!
Sem que saibam, eles estão sendo testados em suas faculdades, expondo-se às críticas amargas daqueles a quem tudo fizeram para confortar,"recebendo" para eles as mensagens que puderam receber...Acreditamos que os médiuns, por melhor intencionados que sejam, em Defesa de sua própria dignidade, não devem sair por aí oferecendo-se para receber mensagens dos desencarnados. Que eles fiquem em seus postos de serviço.
É o sedento que deve ir à fonte, e não o contrário.
Se os Espíritos tivessem um telefone sempre à disposição, um telefone que os permitisse ligar para a Terra sem intermediações, eles o fariam.
Assim como os homens querem contactá-los, os Espíritos desejam contactar os homens. Infelizmente,
habitando planos que se interpenetram, mas que não se tocam, devemos contentar-nos com o que obtemos. E o pouco que já obtemos na mediunidade representa muito, pois antes do Espiritismo estávamos como que completamente ilhados em nossos Planos de existência. Gritávamos e ninguém nos ouvia, falávamos e a nossa voz não encontrava eco, abraçávamos e a nossa presença era ignorada...Quando um Espírito em desespero apossava-se de alguém, era o demônio, a quem os homens sempre deram o direito de se comunicar... Mas quando se tratava de um Espírito familiar, saudoso dos entes amados que deixou no mundo, ainda provocava ele o encarceramento, a excomunhão ou a morte do "herege" que ousara evocar os " mortos".''
E é assim que nós vamos caminhando com Deus!
Pode-se dizer, sem exagero algum, que embora os quase cento e cincoenta anos da Codificação Kardeciana, os médiuns que hoje atuam na mediunidade são os desbravadores do futuro, mártires da renúncia e do sacrifício, bandeirantes da Civilização do Espírito que florescerá na Terra do Terceiro Milênio!
Do Livro: Mediunidade E Caminho (Janeiro de 1992)
Médium: Carlos A. Baccelli
Espírito: Odilon Fernandes
Editora: Instituto de Difusão Espírita
Aperfeiçoamento do médium Por M.B Tamassia
Aperfeiçoamento do médium - Por M.B Tamassia
Um ser constitutivamente difícil Geralmente quando encontram um cidadão dotado de faculdade mediúnica, colocam-no logo numa fortíssima corrente magnética e espírita, a qual rompe a sua defesa natural somática, tornando-o médium desenvolvido da noite para o dia. Ora, médium não é biscoito, cuja massa se leva ao forno ardente e se tira já pronto para servi-lo à mesa, atendendo os diversos paladares !
Médium também, não é tão somente um instrumento indiferente, impassível como o violão que nada reclama se aparece um joão-ninguém qualquer e o"arranha". Médium é, de fato, instrumento, mas o instrumento mais original e ímpar que Deus produziu, pois que é vivo.
Não é vivo simplesmente como foca amestrada mas vivo consciente e responsável ! Logo, (entendam bem isto) quando o espírito for tocá-lo, para comunicar-se A ALMA DO MÉDIUM TOCARÁ JUNTO. Dai que o som da transmissão mediúnica nunca seja pura. Imagine, 0 leitor, como seria curioso se tocássemos um violão que tivesse capacidade de dizer SIM ou NÃO, manifestando, no meio do solo musical, a sua preferência, opondo-se a que o musicista tocasse "Thais" de Massenet, exigindo que executasse "Luar do Sertão"! Ou, então, imaginemos um violão com livre arbítrio e que, no melhor da festa, resolvesse quebrar três das suas seis cordas! Ou, ainda melhor, um violão que pudesse afinar e desafinar sozinho?! Eis que o médium se assemelha a este estranho lnstrumento que pode interferir na comunicação ou dificultá-la.
. Aprimoramento instrumental
Tudo que é espiritual se opõe de certo modo a fórmulas, diagramas e paradigmas, porque espírito é vida e vida é movimento. "Se é verdade diz Edgard Armond que não se pode forçar a eclosão das faculdades mediúnicas porque isso depende de amadurecimento espontâneo e oportuno, não é menos certo que se pode e se deve aperfeiçoar e disciplinar tais dotes para se obter resultados mais favoráveis".
O aperfeiqoamento do médiúm deve ser integral, mas, por imperativo prático, podemos coordená-lo assim:
. Sublimação - edificação interior, ascensão espiritual, evangelização.
. Cultura - conhecimentos gerais, artes, letras e ciências.
. Técnica - conhecimento e prática da mediunidade, leitura, aprendizagem, cursos trábalho, controle de emotividade, eliminação de reflexos.
. A Sublimação
Antes de qualquer coisa o médium precisa endireitar-se a si próprio ao menos tem de lutar neste
sentido, dando combate sem tréguas aos desequilíbrios, Diríamos que o médium é semelhante a um balão destes vistosos das festas juninas. O primeiro passo é sustentar o balão de pé, direito e não penso.
Acende-se lhe a mecha. Não o largamos ainda; exercemos lhe controle até senti-lo em condições de
superar as dificuldades, Ai então largamo-lo. O balão se liberta das suas amarras e sobe, Isto chama-se ascensão ou sublimação, Quanto mais se eleva mais ampla é a paisagem e o entendimento da vida, O médium, também, quanto mais se sublima mais entendimento, paciência e compreensão possui e mais apto se encontra para receber as mensagens do Alto.
Se soltamos o balão de repente sem prepará-lo, ele corre o risco de vacilar, indo de um a outro lado,
em horizontalidades. Para que a ascensão seja vertical importa que se eleve rumo ao zênite.
Assim também o médium tem de se libertar das amarras terrenas mas tem de ligar-se a um ponto fixo no alto, a Deus e, principalmente, ao divino Mestre Jesus.
Em regra, os médiuns que não se evangelizam ou, de alguma sorte não se espiritualizam, estão sujeitos a terríveis quedas e desenganos.
. A Cultura
A pessoa erradamente supõe que, sendo dotada de mediunidade, não necessita de mais nada e raciocina
assim: "Eu sou um instrumento passivo e minha missão é entregar-me aos guias espirituais para que
escrevam pela minha mão ou falem pela minha boca. Portanto, não preciso aprender nada".
Isto é fruto de equívoco tremendo do que seja a mediunidade, pois os médiuns têm necessidade de burilamento. Neste ponto poderíamos também dar um exemplo: Eis um maravilhoso piano de meia cauda e, sentado na banqueta, o grande pianista Liszt. Ele se adianta à nossa curiosidade e diz-nos: "Os grandes protetores da música me escalaram para, nesta noite, prodigalizar aos terrícolas um grande concerto..."Liszt começa a execução e vemo-lo suar, fazer caretas, afligir-se. A melodia chega-nos ao ouvido truncada e os acordes incompletos. Na sala estrugem vaias e apupos: "Fora seu mistificador. Nunca fostes Liszt, mas um espírito enganador e mentiroso! "O pianista que era mesmo Liszt, deixa asala e chora!
Que aconteceu?!
Simplesmente o seguinte : O piano, embora vistoso e de marca famosa, estava sem feltro, porque os ratos o roeram; os martelinhos sem elástico, por ressecamento; as cordas enferrujadas e impercutíveis. Nem Santa Cecilia conseguiria tocar naquele instrumento.
Eis o drama que se passa entre o espírito comunicante e o médium transmitente. Como Rui Barbosa poderá expressar-se através de quem mal conhece a cartilha escolar? Onde o espírito de Oswaldo Cruz discorreria sobre epidemias com precisão terminológica?
pode acontecer de um médium semiletrado transmitir produções de elevada importância literária ou em idioma absolutamente estranho ao aparelho mediúnico mas isto não é a regra. Quando ocorre é porque, em sua vida pregressa, o médium teve experiências em tais setores do conhecimento, guardando, pois,elementos disponíveis em seu perispírito. A célebre médium Rosemary, através da qual se manifestava Lady Noona, em língua egípcia arcaica, tinha em antiquíssima encarnação vivido no Egito. Andrew Davis, cuja profissão era a de sapateiro, grosseirão e inculto, falava em hebraico, quando nele se incorporava o espírito do célebre Swedenborg, fato conferido pelo Dr, George Bush, professor de hebraico da Universidade de Nova York. Edgar Cayce fazia diagnósticos observando rigorosamente terminologia médica e deixou 30.000 exames para a "The Association for Ressearch and Enlightnment Inc." para pesquisá-las.
Acontece, porém, que, conforme as suas próprias revelações, ele em existência pregressa foi médico.
.A Técnica
Note-se que antigamente a medicina era exercida pelos barbeiros aptos a fazerem sangrias. O médium empírico de hoje poderá no futuro, vir também a ser antes preparado para o exercício de posição tão
sublime. A técnica se refere à aplicação prática das suas faculdades.
Que significa uma aproximação e como identificar a sua qualidade fluídica? Qual é a relação entre o
guia principal e o médium? Emmanuel e Chico Xavier? De que forma disciplinar-se mesmo sendo
inconsciente? Localização dos chacras, função de cada um e importância das correntes.
No entanto, nem de longe pensamos em uniformização. Estejamos prontos para entender a resposta que Chico Xavier deu aos que lhe perguntavam: "Importa que utilizemos nestes assuntos a não
inflexibilidade, uma atitude que não é flexibilidade e nem é inflexibilidade.
M.B Tamassia 1983
Do Livro: Você e a Mediunidade
Por M.B Tamassia
Editora: Casa Editora O Clarim
Um ser constitutivamente difícil Geralmente quando encontram um cidadão dotado de faculdade mediúnica, colocam-no logo numa fortíssima corrente magnética e espírita, a qual rompe a sua defesa natural somática, tornando-o médium desenvolvido da noite para o dia. Ora, médium não é biscoito, cuja massa se leva ao forno ardente e se tira já pronto para servi-lo à mesa, atendendo os diversos paladares !
Médium também, não é tão somente um instrumento indiferente, impassível como o violão que nada reclama se aparece um joão-ninguém qualquer e o"arranha". Médium é, de fato, instrumento, mas o instrumento mais original e ímpar que Deus produziu, pois que é vivo.
Não é vivo simplesmente como foca amestrada mas vivo consciente e responsável ! Logo, (entendam bem isto) quando o espírito for tocá-lo, para comunicar-se A ALMA DO MÉDIUM TOCARÁ JUNTO. Dai que o som da transmissão mediúnica nunca seja pura. Imagine, 0 leitor, como seria curioso se tocássemos um violão que tivesse capacidade de dizer SIM ou NÃO, manifestando, no meio do solo musical, a sua preferência, opondo-se a que o musicista tocasse "Thais" de Massenet, exigindo que executasse "Luar do Sertão"! Ou, então, imaginemos um violão com livre arbítrio e que, no melhor da festa, resolvesse quebrar três das suas seis cordas! Ou, ainda melhor, um violão que pudesse afinar e desafinar sozinho?! Eis que o médium se assemelha a este estranho lnstrumento que pode interferir na comunicação ou dificultá-la.
. Aprimoramento instrumental
Tudo que é espiritual se opõe de certo modo a fórmulas, diagramas e paradigmas, porque espírito é vida e vida é movimento. "Se é verdade diz Edgard Armond que não se pode forçar a eclosão das faculdades mediúnicas porque isso depende de amadurecimento espontâneo e oportuno, não é menos certo que se pode e se deve aperfeiçoar e disciplinar tais dotes para se obter resultados mais favoráveis".
O aperfeiqoamento do médiúm deve ser integral, mas, por imperativo prático, podemos coordená-lo assim:
. Sublimação - edificação interior, ascensão espiritual, evangelização.
. Cultura - conhecimentos gerais, artes, letras e ciências.
. Técnica - conhecimento e prática da mediunidade, leitura, aprendizagem, cursos trábalho, controle de emotividade, eliminação de reflexos.
. A Sublimação
Antes de qualquer coisa o médium precisa endireitar-se a si próprio ao menos tem de lutar neste
sentido, dando combate sem tréguas aos desequilíbrios, Diríamos que o médium é semelhante a um balão destes vistosos das festas juninas. O primeiro passo é sustentar o balão de pé, direito e não penso.
Acende-se lhe a mecha. Não o largamos ainda; exercemos lhe controle até senti-lo em condições de
superar as dificuldades, Ai então largamo-lo. O balão se liberta das suas amarras e sobe, Isto chama-se ascensão ou sublimação, Quanto mais se eleva mais ampla é a paisagem e o entendimento da vida, O médium, também, quanto mais se sublima mais entendimento, paciência e compreensão possui e mais apto se encontra para receber as mensagens do Alto.
Se soltamos o balão de repente sem prepará-lo, ele corre o risco de vacilar, indo de um a outro lado,
em horizontalidades. Para que a ascensão seja vertical importa que se eleve rumo ao zênite.
Assim também o médium tem de se libertar das amarras terrenas mas tem de ligar-se a um ponto fixo no alto, a Deus e, principalmente, ao divino Mestre Jesus.
Em regra, os médiuns que não se evangelizam ou, de alguma sorte não se espiritualizam, estão sujeitos a terríveis quedas e desenganos.
. A Cultura
A pessoa erradamente supõe que, sendo dotada de mediunidade, não necessita de mais nada e raciocina
assim: "Eu sou um instrumento passivo e minha missão é entregar-me aos guias espirituais para que
escrevam pela minha mão ou falem pela minha boca. Portanto, não preciso aprender nada".
Isto é fruto de equívoco tremendo do que seja a mediunidade, pois os médiuns têm necessidade de burilamento. Neste ponto poderíamos também dar um exemplo: Eis um maravilhoso piano de meia cauda e, sentado na banqueta, o grande pianista Liszt. Ele se adianta à nossa curiosidade e diz-nos: "Os grandes protetores da música me escalaram para, nesta noite, prodigalizar aos terrícolas um grande concerto..."Liszt começa a execução e vemo-lo suar, fazer caretas, afligir-se. A melodia chega-nos ao ouvido truncada e os acordes incompletos. Na sala estrugem vaias e apupos: "Fora seu mistificador. Nunca fostes Liszt, mas um espírito enganador e mentiroso! "O pianista que era mesmo Liszt, deixa asala e chora!
Que aconteceu?!
Simplesmente o seguinte : O piano, embora vistoso e de marca famosa, estava sem feltro, porque os ratos o roeram; os martelinhos sem elástico, por ressecamento; as cordas enferrujadas e impercutíveis. Nem Santa Cecilia conseguiria tocar naquele instrumento.
Eis o drama que se passa entre o espírito comunicante e o médium transmitente. Como Rui Barbosa poderá expressar-se através de quem mal conhece a cartilha escolar? Onde o espírito de Oswaldo Cruz discorreria sobre epidemias com precisão terminológica?
pode acontecer de um médium semiletrado transmitir produções de elevada importância literária ou em idioma absolutamente estranho ao aparelho mediúnico mas isto não é a regra. Quando ocorre é porque, em sua vida pregressa, o médium teve experiências em tais setores do conhecimento, guardando, pois,elementos disponíveis em seu perispírito. A célebre médium Rosemary, através da qual se manifestava Lady Noona, em língua egípcia arcaica, tinha em antiquíssima encarnação vivido no Egito. Andrew Davis, cuja profissão era a de sapateiro, grosseirão e inculto, falava em hebraico, quando nele se incorporava o espírito do célebre Swedenborg, fato conferido pelo Dr, George Bush, professor de hebraico da Universidade de Nova York. Edgar Cayce fazia diagnósticos observando rigorosamente terminologia médica e deixou 30.000 exames para a "The Association for Ressearch and Enlightnment Inc." para pesquisá-las.
Acontece, porém, que, conforme as suas próprias revelações, ele em existência pregressa foi médico.
.A Técnica
Note-se que antigamente a medicina era exercida pelos barbeiros aptos a fazerem sangrias. O médium empírico de hoje poderá no futuro, vir também a ser antes preparado para o exercício de posição tão
sublime. A técnica se refere à aplicação prática das suas faculdades.
Que significa uma aproximação e como identificar a sua qualidade fluídica? Qual é a relação entre o
guia principal e o médium? Emmanuel e Chico Xavier? De que forma disciplinar-se mesmo sendo
inconsciente? Localização dos chacras, função de cada um e importância das correntes.
No entanto, nem de longe pensamos em uniformização. Estejamos prontos para entender a resposta que Chico Xavier deu aos que lhe perguntavam: "Importa que utilizemos nestes assuntos a não
inflexibilidade, uma atitude que não é flexibilidade e nem é inflexibilidade.
M.B Tamassia 1983
Do Livro: Você e a Mediunidade
Por M.B Tamassia
Editora: Casa Editora O Clarim
Médium - Ser ou não ser Por Odilon Fernandes & Carlos A. Baccelli
Médium - Ser ou não ser
Por Odilon Fernandes & Carlos A. Baccelli
"E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus." 2 Timóteo, cap. 3 - v.15
Neste trecho de sua carta, Paulo lembra a Timóteo que, desde a infância, o jovem discípulo havia sido orientado nas sagradas letras e que, consequentemente, a sua responsabilidade era maior.
Notemos que o apóstolo fala em sabedoria decorrente do Evangelho e não do conhecimento advindo da Ciência - "sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus".
Quantos não são os que não sabem se salvar pela crença? Quantos os medianeiros que desprezam na mediunidade a possibilidade de elevação espiritual? E quantos os que não aproveitam a oportunidade que a tarefa mediúnica lhes confere, para viverem em paz consigo mesmos?
A condição mediúnica, por si só, nada significa. Ser ou não ser médium é uma questão de somenos. O problema é de direcionamento.
Muitos nascem em berço espírita e renegam a fé; outros reencarnam com excelentes possibilidades no campo mediúnico e as ignoram...
Paulo, quando conheceu o Evangelho, já tinha se equivocado muito. Neste sentido, ele recorda a Timóteo os privilégios do jovem companheiro que, desde os primeiros dias, recebera de sua mãe e de sua avó, Eunice e Lóide, segura formação espiritual.
Os que conhecem o caminho a ser trilhado e dele, voluntariamente, se afastam, serão duplamente responsabilizados.
É natural que o médium sem Doutrina cometa despautérios. Todavia como ficaremos ante aquele cujas faculdades mediúnicas foram adestradas na casa espírita, mas, mesmo assim, se desvirtua?
Infelizmente, muitos dos que se fazem médiuns no Espiritismo, depois de lhe desfrutar das prerrogativas, renunciam à sua condição de espíritas, mas não abrem mão de serem médiuns - querem a mediunidade, mas não a querem com as suas implicações éticas. Alguns aos quais estamos nos referindo, por interesses os mais escusos, abjuram, mais tarde, a fé espírita e chegam a criar doutrinas paralelas - doutrinas que não lhes exijam tanto em termos de renovação íntima.
O médium que não souber ser médium para a salvação de si mesmo pela fé em Cristo Jesus, melhor que renuncie à mediunidade e se contente com tarefas que lhe imponham menor responsabilidade.
Espiritismo tem ensinado o caminho da abordagem do Mundo Espiritual a muitos medianeiros que, depois, o desprezam!
A observação de Paulo a Timóteo soa como um alerta profundo a todos. Na elaboração de seu pensamento, o apóstolo coloca a sua afirmação sob condição: "sabes as letras sagradas que podem tornar-te sábio"... O conhecimento da Verdade pode ou não ser útil a quem o detém.
Ser espírita ou ser médium, simplesmente pelo fato de o ser, é como ser isto ou aquilo, tanto fez ou tanto faz. O rótulo nem sempre revela satisfatoriamente o conteúdo. O que mais transcende numa flor é o seu perfume e não propriamente a sua aparência.
Por este motivo, a todos quantos se candidatem a qualquer atividade mediúnica recomendamos, primeiro, que respondam com toda a sinceridade possível, a si mesmos, a seguinte pergunta: - Qual é a razão de eu estar querendo ser médium?
Livro: No Mundo da Mediunidade
Odilon Fernandes & Carlos A. Baccelli
Por Odilon Fernandes & Carlos A. Baccelli
"E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus." 2 Timóteo, cap. 3 - v.15
Neste trecho de sua carta, Paulo lembra a Timóteo que, desde a infância, o jovem discípulo havia sido orientado nas sagradas letras e que, consequentemente, a sua responsabilidade era maior.
Notemos que o apóstolo fala em sabedoria decorrente do Evangelho e não do conhecimento advindo da Ciência - "sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus".
Quantos não são os que não sabem se salvar pela crença? Quantos os medianeiros que desprezam na mediunidade a possibilidade de elevação espiritual? E quantos os que não aproveitam a oportunidade que a tarefa mediúnica lhes confere, para viverem em paz consigo mesmos?
A condição mediúnica, por si só, nada significa. Ser ou não ser médium é uma questão de somenos. O problema é de direcionamento.
Muitos nascem em berço espírita e renegam a fé; outros reencarnam com excelentes possibilidades no campo mediúnico e as ignoram...
Paulo, quando conheceu o Evangelho, já tinha se equivocado muito. Neste sentido, ele recorda a Timóteo os privilégios do jovem companheiro que, desde os primeiros dias, recebera de sua mãe e de sua avó, Eunice e Lóide, segura formação espiritual.
Os que conhecem o caminho a ser trilhado e dele, voluntariamente, se afastam, serão duplamente responsabilizados.
É natural que o médium sem Doutrina cometa despautérios. Todavia como ficaremos ante aquele cujas faculdades mediúnicas foram adestradas na casa espírita, mas, mesmo assim, se desvirtua?
Infelizmente, muitos dos que se fazem médiuns no Espiritismo, depois de lhe desfrutar das prerrogativas, renunciam à sua condição de espíritas, mas não abrem mão de serem médiuns - querem a mediunidade, mas não a querem com as suas implicações éticas. Alguns aos quais estamos nos referindo, por interesses os mais escusos, abjuram, mais tarde, a fé espírita e chegam a criar doutrinas paralelas - doutrinas que não lhes exijam tanto em termos de renovação íntima.
O médium que não souber ser médium para a salvação de si mesmo pela fé em Cristo Jesus, melhor que renuncie à mediunidade e se contente com tarefas que lhe imponham menor responsabilidade.
Espiritismo tem ensinado o caminho da abordagem do Mundo Espiritual a muitos medianeiros que, depois, o desprezam!
A observação de Paulo a Timóteo soa como um alerta profundo a todos. Na elaboração de seu pensamento, o apóstolo coloca a sua afirmação sob condição: "sabes as letras sagradas que podem tornar-te sábio"... O conhecimento da Verdade pode ou não ser útil a quem o detém.
Ser espírita ou ser médium, simplesmente pelo fato de o ser, é como ser isto ou aquilo, tanto fez ou tanto faz. O rótulo nem sempre revela satisfatoriamente o conteúdo. O que mais transcende numa flor é o seu perfume e não propriamente a sua aparência.
Por este motivo, a todos quantos se candidatem a qualquer atividade mediúnica recomendamos, primeiro, que respondam com toda a sinceridade possível, a si mesmos, a seguinte pergunta: - Qual é a razão de eu estar querendo ser médium?
Livro: No Mundo da Mediunidade
Odilon Fernandes & Carlos A. Baccelli
sábado, 27 de janeiro de 2018
Mediunidade em crianças, o que fazer? Parte I
FALANDO DE OBSESSÃO (29)
Mediunidade em crianças, o que fazer?
Parte I
A criança merece um estudo à parte nesse tema que vamos desenvolver, uma vez que o reencarnante tem necessidade de acompanhamento constante dos pais, por se tratar de um espírito milenar. A família, como um todo, precisa estabelecer um ambiente tranquilo para que todos possam viver em harmonia com as leis divinas.
Não são raros os casos em que pais trazem seus filhos, ainda em idade infantil, à Casa Espírita, relatando sintomas como visão e comunicação com espíritos.
Obviamente, um caso é diferente do outro, sendo necessária uma melhor observação para que se possa verificar o que está realmente acontecendo com aquela criança. É comum, e do conhecimento de todos, que as crianças têm amiguinhos espirituais e passam longas horas falando e brincando com eles.
Os pais sempre perguntam o que fazer quando a mediunidade se manifesta em crianças.
O Livro dos Médiuns, obra que todos os espíritas deveriam conhecer com mais profundidade, nos traz informações preciosas sobre esse assunto.
Nele, temos a orientação clara dos Espíritos Superiores a Allan Kardec, que diz que não se deve desenvolver a mediunidade em crianças, devido à fragilidade de seu organismo e à sua excessiva suscetibilidade, como a imaginação muito fértil. As crianças não possuem, ainda, bases sólidas do raciocínio para lidar com as manifestações mediúnicas, por isso não devem ser estimuladas a desenvolver essa faculdade.
Os pais devem esclarecer rapidamente e, superficialmente, evangelizar pois não podemos descartar a possibilidade de estarem sendo vítimas de uma obsessão.
Não podemos nos esquecer de que a idade cronológica da criança não é a mesma idade do espírito, que traz muitas memórias pretéritas.
É sabido que as crianças não vêm com manuais de instrução, elaborados com explicações minuciosas de como funcionam e de como seus pais devem agir. Os filhos não nascem prontos.
Também não trazem certificado de garantia que possa ser apresentado em caso de algum defeito de fabricação.
A primeira coisa que temos que aprender com relação às crianças é de que elas não herdam características psicológicas, como inteligência, dotes artísticos, temperamento, bom ou mau gosto, simpatia ou antipatia, doçura ou agressividade. Cada indivíduo é único em sua estrutura psicológica, com sua personalidade, preferências e inclinações.
Diríamos que somente as características físicas são genéticas: os olhos, os cabelos, a cor da pele, a predisposição a certas enfermidades, enfim coisas dessa ordem.
Estamos falando apenas do aspecto material, imaginem os leitores sob o ponto de vista espiritual: quantas nuances não devem ser consideradas para essa avaliação.
Convém lembrarmos de que não somos um corpo físico passando por uma experiência espiritual, mas um espírito passando por uma experiência no corpo físico. Assim, esses pequeninos, espíritos já embalados no corpo físico e gerados por nós, já têm um passado e uma história, eles já existiam e cada um tem sua própria biografia pessoal, trazendo vivências e experiências, aportando aqui em nosso planeta para reviver novas oportunidades. Uns trazem saldos positivos, outros negativos, outros com muitos débitos pesados a ressarcir e, dentro desse contexto, muitos pais, por não entenderem a lei do retorno, ou causa e efeito, consideram essa criança como uma coitada, que já sofre desde pequena.
Ledo engano. Se esses pais tivessem um mínimo conhecimento das leis divinas e de que somos caminhantes no tempo, entenderiam, com maior facilidade, que todos somos devedores dessas leis, não importando a fase cronológica em que nos encontremos. As crianças são espíritos milenares como qualquer outro ser.
É necessário muita cautela no trabalho de “auxilio fraterno”, quando os pais vêm falar sobre os problemas de seus filhos. A criança pode estar passando por problemas obsessivos, o que merece toda atenção, para que possa ser tratada com muito cuidado, ainda maior em relação àquele dispensado a um adulto.
É muito simples de explicar como é esse “cuidado“ a que nos referimos.
A infância é muito propícia à assimilação dos princípios educativos até os sete anos. Nessa fase, o Espírito se encontra em fase de adaptação para a nova existência, tanto no lar quanto na companhia daqueles com quem terá que conviver, não havendo, ainda, integração adequada e perfeita para essa nova existência.
Outro fator a ser considerado é a integração à nova matéria orgânica, com as recordações do plano espiritual que são, por si só, mais nítidas.
Será necessário renovar o caráter, os caminhos a serem estabelecidos e consolidar princípios de responsabilidades, além da possibilidade, também, do novo reencarnante nascer num lar onde antigas desavenças tenham que ser acertadas para a harmonia perfeita de todos que viverão sob o mesmo teto.
Desnecessário, porém importante frisar, que o equilíbrio dos pais, para formar esse convívio harmonioso, é extremamente necessário perante as Lei Divinas.
Paz a seu espírito.
(Continua na próxima Edição)
Postado por Alfredo Zavatte
Mediunidade em crianças, o que fazer?
Parte I
A criança merece um estudo à parte nesse tema que vamos desenvolver, uma vez que o reencarnante tem necessidade de acompanhamento constante dos pais, por se tratar de um espírito milenar. A família, como um todo, precisa estabelecer um ambiente tranquilo para que todos possam viver em harmonia com as leis divinas.
Não são raros os casos em que pais trazem seus filhos, ainda em idade infantil, à Casa Espírita, relatando sintomas como visão e comunicação com espíritos.
Obviamente, um caso é diferente do outro, sendo necessária uma melhor observação para que se possa verificar o que está realmente acontecendo com aquela criança. É comum, e do conhecimento de todos, que as crianças têm amiguinhos espirituais e passam longas horas falando e brincando com eles.
Os pais sempre perguntam o que fazer quando a mediunidade se manifesta em crianças.
O Livro dos Médiuns, obra que todos os espíritas deveriam conhecer com mais profundidade, nos traz informações preciosas sobre esse assunto.
Nele, temos a orientação clara dos Espíritos Superiores a Allan Kardec, que diz que não se deve desenvolver a mediunidade em crianças, devido à fragilidade de seu organismo e à sua excessiva suscetibilidade, como a imaginação muito fértil. As crianças não possuem, ainda, bases sólidas do raciocínio para lidar com as manifestações mediúnicas, por isso não devem ser estimuladas a desenvolver essa faculdade.
Os pais devem esclarecer rapidamente e, superficialmente, evangelizar pois não podemos descartar a possibilidade de estarem sendo vítimas de uma obsessão.
Não podemos nos esquecer de que a idade cronológica da criança não é a mesma idade do espírito, que traz muitas memórias pretéritas.
É sabido que as crianças não vêm com manuais de instrução, elaborados com explicações minuciosas de como funcionam e de como seus pais devem agir. Os filhos não nascem prontos.
Também não trazem certificado de garantia que possa ser apresentado em caso de algum defeito de fabricação.
A primeira coisa que temos que aprender com relação às crianças é de que elas não herdam características psicológicas, como inteligência, dotes artísticos, temperamento, bom ou mau gosto, simpatia ou antipatia, doçura ou agressividade. Cada indivíduo é único em sua estrutura psicológica, com sua personalidade, preferências e inclinações.
Diríamos que somente as características físicas são genéticas: os olhos, os cabelos, a cor da pele, a predisposição a certas enfermidades, enfim coisas dessa ordem.
Estamos falando apenas do aspecto material, imaginem os leitores sob o ponto de vista espiritual: quantas nuances não devem ser consideradas para essa avaliação.
Convém lembrarmos de que não somos um corpo físico passando por uma experiência espiritual, mas um espírito passando por uma experiência no corpo físico. Assim, esses pequeninos, espíritos já embalados no corpo físico e gerados por nós, já têm um passado e uma história, eles já existiam e cada um tem sua própria biografia pessoal, trazendo vivências e experiências, aportando aqui em nosso planeta para reviver novas oportunidades. Uns trazem saldos positivos, outros negativos, outros com muitos débitos pesados a ressarcir e, dentro desse contexto, muitos pais, por não entenderem a lei do retorno, ou causa e efeito, consideram essa criança como uma coitada, que já sofre desde pequena.
Ledo engano. Se esses pais tivessem um mínimo conhecimento das leis divinas e de que somos caminhantes no tempo, entenderiam, com maior facilidade, que todos somos devedores dessas leis, não importando a fase cronológica em que nos encontremos. As crianças são espíritos milenares como qualquer outro ser.
É necessário muita cautela no trabalho de “auxilio fraterno”, quando os pais vêm falar sobre os problemas de seus filhos. A criança pode estar passando por problemas obsessivos, o que merece toda atenção, para que possa ser tratada com muito cuidado, ainda maior em relação àquele dispensado a um adulto.
É muito simples de explicar como é esse “cuidado“ a que nos referimos.
A infância é muito propícia à assimilação dos princípios educativos até os sete anos. Nessa fase, o Espírito se encontra em fase de adaptação para a nova existência, tanto no lar quanto na companhia daqueles com quem terá que conviver, não havendo, ainda, integração adequada e perfeita para essa nova existência.
Outro fator a ser considerado é a integração à nova matéria orgânica, com as recordações do plano espiritual que são, por si só, mais nítidas.
Será necessário renovar o caráter, os caminhos a serem estabelecidos e consolidar princípios de responsabilidades, além da possibilidade, também, do novo reencarnante nascer num lar onde antigas desavenças tenham que ser acertadas para a harmonia perfeita de todos que viverão sob o mesmo teto.
Desnecessário, porém importante frisar, que o equilíbrio dos pais, para formar esse convívio harmonioso, é extremamente necessário perante as Lei Divinas.
Paz a seu espírito.
(Continua na próxima Edição)
Postado por Alfredo Zavatte
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